Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=vSmuy5ZHBlU
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=jIOqEP-Bc5Q
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=vqEEj8BhHiY
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=52qL-OtNRjs
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=uIPgCbueRI4
Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=Uj5HnRV9MS4
Parte 7: http://www.youtube.com/watch?v=m554sjLcB0c
Parte 8: http://www.youtube.com/watch?v=P3oG6ByliIQ
Parte 9: http://www.youtube.com/watch?v=n9AseZWs36s
Parte 10: http://www.youtube.com/watch?v=4kCcWiB50nc
Simplesmente emocionante... assistam.
Trilha de Wim Mertens.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Do engarrafamento
Queria falar da garrafa. Como objeto, ela é usada e depois posta de lado (pra não dizer jogada na sargeta). Enquanto ocupação (formal) sua única função é ser suporte para algo. Mas... e o resto?
Porque que a garrafa não pode ser um peso de papel? Ou uma decoração de casa?
Quem nunca se sentiu uma garrafa na vida? Quem tem medo de ser garrafa? Quem nunca foi utilizado para bel prazer e satisfação de outros?
Muitas vezes tenho medo de ser como ela. Não gosto nem um pouco da idéia de ser usado e depois jogado fora. Gosto menos ainda da possibilidade de só ser útil de uma única forma (que pode não ser a que eu acredito que é a minha, ou pior... que me é imposta por alguém). Isso me remete diretamente a uma música da Alanis. Aqui vai a letra traduzida...
De vez em quando nunca é o bastante. Se você é impecável, então ganhará meu amor. Não esqueça de tirar primeiro lugar. Não esqueça de manter aquele sorriso em sua face...
Seja um bom menino! Tente um pouco mais. Você tem que se impor!... E me fazer orgulhosa.
Quanto tempo antes de reparar? Quantas vezes tenho que lhe dizer para se apressar? Com tudo que faço por você o mínimo que você pode fazer é ficar quieto.
Seja uma boa menina! Você tem que tentar um pouco mais, aquilo simplesmente não foi bom o bastante para nos orgulharmos.
Viverei de acordo com você. Farei de você o que nunca fui. Se você é o melhor, então talvez eu também seja. (comparado com ele, comparado com ela). Estou fazendo isto para seu próprio e maldito bem.
Você compensará tudo que sofri. Qual é o problema... por que está chorando?
Seja um bom menino. Force um pouco mais agora. Aquilo não foi rápido o bastante para nos fazer feliz.
Nós te amaremos pelo que você é, se você for perfeito...
Esse relato na verdade não é sobre garrafa, ou sobre medo, ou sobre utopia... Ele é só e simplesmente só uma forma de aquietar meu coração (não sei se essa é a expressão certa para o que sinto) e para eu estravassar a vontade que sinto de escrever sobre o trabalho de uma das pessoas que admiro muito pela vida, pela luta, pela dança e pela forma de habitar o mundo. Silvia Moura. Assiti "Engarrafada" e senti vontade de escrever isso...
Link da musica no YOUTUBE
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Li, gostei e divido...
"...Se quer saber, nunca é tarde demais para ser quem você quiser ser.
Não há limite de tempo, comece quando você quiser. Você pode mudar, ou ficar como está... não há regras para esse tipo de coisa. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa; espero que encare de maneira positiva.
Espero que veja coisas que surpreendam você. Espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe.
E se você descobrir que não tem, espero que tenha a força para recomeçar novamente."
( O curioso caso de Benjamim Button )
Quase o Nietzsche*
P.S.: Escutando 'Hero of Story' da Regina spektor. Outro dia coloco a tradução aqui procês.
Não há limite de tempo, comece quando você quiser. Você pode mudar, ou ficar como está... não há regras para esse tipo de coisa. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa; espero que encare de maneira positiva.
Espero que veja coisas que surpreendam você. Espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe.
E se você descobrir que não tem, espero que tenha a força para recomeçar novamente."
( O curioso caso de Benjamim Button )
Quase o Nietzsche*
P.S.: Escutando 'Hero of Story' da Regina spektor. Outro dia coloco a tradução aqui procês.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Sem necessidade para a Dança Contemporânea na minha vida
Então, mas uma vez aqui.
Meu nome é Rubéns e vim falar um pouco sobre mim.
Antes de começar a dançar eu pensava em se padre e trabalhar com os joves e pobres. Conhecer a vida das pessoas e fazer parte delas era algo realmente prazeroso pra mim. Me fazia ver os milagres e presenciar as tranformações. Agir no social em detrimento de uma causa maior, que é a proposta da Teologia da Libertação, era o que me motivava a estar sempre em contato com as pessoas. Dessa forma eu estava diretamente em contato com a vida. Entrei no teatro, e na dança em paralelo. Sai do teatro e fiquei só na dança (NOTA: já fazia publicidade na época) de forma que eu pudesse aprimorar cada vez mais a "técnica" que me era repassada e que o meu corpo fosse cada vez mais apto à tal da dança contemporânea (dotada de toda a base clássica no local onde eu praticava). Pouco tempo depois entrei num Curso Técnico em Dança para começar a entender todos os questionamentos que me fazia a cerca daquela tal dança que me ensinavam.
Um dia alguém perguntou: Qual a tua dança?
.
.
.
Toda a minha vida parou naquele instante e fui atrás de responder aquela pergunta. A partir daí fui atrás de saber que coisas realmente atravessavam a minha dança.
Na dança contemporânea eu aprendi que não preciso dar 32 piruetas com medo de alguém pegar o meu lugar de destaque. Aprendi que muito mais que disciplina, eu preciso ter rigor e generosidade para comigo, com os outros e com meu ambiente de trabalho. Com a dança contemporânea aprendi a perceber os meus limites e trabalhar as minhas potencialidades. Aprendi a ser mais amável com as pessoas e a valorizar os corpos/mentes que estão ao meu redor (não importa quão evoluídos eles estejam). Reaprendi o valor de cada pessoa, de encontrar o potencial delas sem machucá-las ou magoá-las e de tentar dar um sentido para a vida (apesar da vida ser tão sofrida).
Com a dança contemporânea redescobri a vida através do dia-a-dia, através das possibilidades e através das formas de existir das pessoas. Redescobri minha forma de habitar o mundo. Através da minha dança eu redescubro mundos novos e pessoas novas.
Depois da dança contemporânea sou mais capaz de afetos e mais disposto a enfrentar o mundo do medo que cada dia nos impreguina de condicionalidades...
Liberdade... talvez. Mas o que eu quero mesmo ainda não tem definição.
P.S.: bons tempos para escutar Natalie Imbruglia ou The Cramberies.
Na dança contemporânea eu aprendi que não preciso dar 32 piruetas com medo de alguém pegar o meu lugar de destaque. Aprendi que muito mais que disciplina, eu preciso ter rigor e generosidade para comigo, com os outros e com meu ambiente de trabalho. Com a dança contemporânea aprendi a perceber os meus limites e trabalhar as minhas potencialidades. Aprendi a ser mais amável com as pessoas e a valorizar os corpos/mentes que estão ao meu redor (não importa quão evoluídos eles estejam). Reaprendi o valor de cada pessoa, de encontrar o potencial delas sem machucá-las ou magoá-las e de tentar dar um sentido para a vida (apesar da vida ser tão sofrida).
Com a dança contemporânea redescobri a vida através do dia-a-dia, através das possibilidades e através das formas de existir das pessoas. Redescobri minha forma de habitar o mundo. Através da minha dança eu redescubro mundos novos e pessoas novas.
Depois da dança contemporânea sou mais capaz de afetos e mais disposto a enfrentar o mundo do medo que cada dia nos impreguina de condicionalidades...
Liberdade... talvez. Mas o que eu quero mesmo ainda não tem definição.
P.S.: bons tempos para escutar Natalie Imbruglia ou The Cramberies.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Meu tema é o nada
Meu tema é o nada.
Niente,
ausência de, sem,
nada,
não existe...nada.
Meu tema é o nada.
Nada de ordem é igual a presença de desordem.
Caos.
Não existe, não se define, não se limita.
NADA...
Nada de cores,
preto.
Escuro, escuridão.
Meu tema é o nada.
Nada de pessoas. Solidão?
Não. Simplesmente nada.
Porque no nada não existe solidão.
Só existe o nada.
Nada de música. Nada de som é a presença imensurável de silêncio.
Nada de silêncio.
Meu tema é o nada.
Meu tema é o nada porque no nada eu me deparo com tudo.
Tudo interligado.
Sem começo, meio ou fim.
Sem pesos e sem medidas.
Sem definições.
Expandindo no nada.
Meu tema é o nada.
P.S.: Texto apresentado na disciplina de Estética da Arte. juntamente com um vídeo e eu dançando.
O vídeo eu posto depois. Um bom dia para escutar Amy Winehouse.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Pequeno ensaio sobre o viver
'...o bom é fazer do sofrimento, muitas outras coisas boas pra lembrar depois.
E continuar vivendo. E sendo. E desejando. E amando...' (eu mesmo)
"suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... ou toca, ou não toca".
(clarice lispector)
P.S.: Recentemente fui apresentado a ilustríssima Meredith Monk. Escutem...
E continuar vivendo. E sendo. E desejando. E amando...' (eu mesmo)
"suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... ou toca, ou não toca".
(clarice lispector)
P.S.: Recentemente fui apresentado a ilustríssima Meredith Monk. Escutem...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Da ordem da Generosidade

Segundo Rene Descartes, em Tratado das Paixões e também nos Princípios de Filosofia, a generosidade é apresentada como uma despertadora do real valor do 'eu' e ao mesmo tempo como mediadora para que a vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento, acabando assim a causa do erro.
Na wikipédia, Generosidade é a virtude em que a pessoa ou o animal tem quando acrescenta algo ao próximo.
No dicionário, Liberalidade; magnanimidade.
Tantas formas para um sentimento tão nobre que em suma reflete todo o significado e o campo semântico da palavra AMOR. Sentimentimento esse que nada mais é do que o fato de se dispor às coisas, aos fatos, aos encontros e até mesmo ao acaso. Assistir a determinado filme sem nenhum pensamento pré-concebido. Estar diante de uma obra de arte sem nenhum juízo de valor. Conversar com um amigo sem armas nas palavras ou sem rebater as idéias do outro.
Estar aberto ao novo.
Acredito que o legal é quando voçê se dispõe ao que não sabe, ao que não entende. Acredito que é essa disposição que faz com que tudo se torne mágico, e lindo, e pulsante, e por que não pleno.
A disposição (e a pré-disposição) é sim da ordem da generosidade. Que, por sua vez, se encontra na ordem do Amor...

P.S.: Um bom dia para escutar Alanis (Utopia).
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