segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sejamos sacos de batata



Para encontrarmos um movimento que seja cheio de subjetividade precisamos, às vezes e enquanto corpo, esvaziar a nossa subjetividade. Produzir sentido a partir de uma estrutura que pode ser linear mas que não precisa contar histórias lógicas. Produzir sentidos a partir da funcionalidade do corpo que produz afetos sem precisar produzir entendimentos, sentidos esses que permitem dar subjetividade para o espectador. 

Permitir que o corpo seja estético mesmo sem firulas, linhas, sentidos (como um céu nublado ou um dia de nada) mas com potência para sugerir ao espectador que ele faça seus próprios entendimentos, questionamentos, afetos e confetos (conceitos recheados de afetos). Como um dia de nada, como um céu nublado, como uma folha em branco cheia de espaço para ser preenchido com toda a sua subjetividade.

Tipo saco de batata...

P.S.: Acabei de escutar "Kiss-me".

Herói da história

Composição: Regina Spektor

Ele nunca viu isso chegando a todos

Ele nunca viu isso chegando a todos
Ele nunca viu isso chegando a todos
Está tudo bem ...
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Está tudo bem ...

Ninguém tem tudo
Ninguém tem tudo
Ninguém tem tudo

Poder para o povo

Nós não queremos isso, queremos prazer
E as TVs tentam estuprar-nos
E eu acho que eles estão conseguindo
E nós estamos indo para essas reuniões
Mas nós não estamos fazendo qualquer reunião
O que estamos tentando é ser fiel, mas estamos
Batota, batota, batota
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Ei, abertos
Aqui vem o pecado original
Está tudo bem ..

Ninguém tem tudo

Ninguém tem tudo
Ninguém tem tudo
Poder para o povo
Nós não queremos isso, queremos prazer
E as TVs tentam estuprar-nos
E eu acho que eles estão conseguindo
E nós estamos indo para essas reuniões
Mas nós não estamos fazendo qualquer reunião
O que estamos tentando é ser fiel, mas estamos
Batota, batota, batota

Eu sou o herói da história
Não preciso ser salvo
Eu sou o herói da história
Não preciso ser salvo
Eu sou o herói da história
Não preciso ser salvo
Eu sou o herói da história
Não preciso ser salvo
Está tudo bem ...

Ninguém tem tudo
Ninguém tem tudo
Ninguém tem tudo

Versão cantada pela cantora:

http://www.youtube.com/watch?v=hpYkAS61VUo 

P.S.: Tou meio nostáugico hoje. Porém esperançoso no homem. Bons tempos pra nós...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

“Muitas são as estéticas de corpo possíveis na cena da dança. Há que se descobrir novos termos para designar as danças resultantes de tamanha contaminação entre áreas. No que se refere a dança contemporânea, não toda a dança, que é coetânea, mas aquela que apresenta uma organização de movimentos com determinadas especificidades técnicas e estéticas, evidencia-se a presença de um caráter investigativo que leva a novos registros corporais.”

Sandra Meyer

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

...

Tava com uma vontade grande de vir aqui, mas me faltam tempo e inspiração.

Em tempos de  construção de produtos artísticos no trabalho, de provas no meu penúltimo semestre na facu (graças a Deus) e de um turbilhão de coisas na minha vida pessoal.


Enfim... tou aqui mesmo é pra dizer pra tod@s:

FELIZ DEZEMBRO ! ! !

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Do engarrafamento

Queria falar da garrafa. Como objeto, ela é usada e depois posta de lado (pra não dizer jogada na sargeta). Enquanto ocupação (formal) sua única função é ser suporte para algo. Mas... e o resto?

Porque que a garrafa não pode ser um peso de papel? Ou uma decoração de casa? 

Quem nunca se sentiu uma garrafa na vida? Quem tem medo de ser garrafa? Quem nunca foi utilizado para bel prazer e satisfação de outros?

Muitas vezes tenho medo de ser como ela. Não gosto nem um pouco da idéia de ser usado e depois jogado fora. Gosto menos ainda da possibilidade de só ser útil de uma única forma (que pode não ser a que eu acredito que é a minha, ou pior... que me é imposta por alguém). Isso me remete diretamente a uma música da Alanis. Aqui vai a letra traduzida...

De vez em quando nunca é o bastante. Se você é impecável, então ganhará meu amor. Não esqueça de tirar primeiro lugar. Não esqueça de manter aquele sorriso em sua face...
Seja um bom menino! Tente um pouco mais. Você tem que se impor!... E me fazer orgulhosa.
Quanto tempo antes de reparar? Quantas vezes tenho que lhe dizer para se apressar? Com tudo que faço por você o mínimo que você pode fazer é ficar quieto.
Seja uma boa menina! Você tem que tentar um pouco mais, aquilo simplesmente não foi bom o bastante para nos orgulharmos.
Viverei de acordo com você. Farei de você o que nunca fui. Se você é o melhor, então talvez eu também seja. (comparado com ele, comparado com ela). Estou fazendo isto para seu próprio e maldito bem.
Você compensará tudo que sofri. Qual é o problema... por que está chorando?
Seja um bom menino. Force um pouco mais agora. Aquilo não foi rápido o bastante para nos fazer feliz.
Nós te amaremos pelo que você é, se você for perfeito...


Esse relato na verdade não é sobre garrafa, ou sobre medo, ou sobre utopia... Ele é só e simplesmente só uma forma de aquietar meu coração (não sei se essa é a expressão certa para o que sinto) e para eu estravassar a vontade que sinto de escrever sobre o trabalho de uma das pessoas que admiro muito pela vida, pela luta, pela dança e pela forma de habitar o mundo. Silvia Moura. Assiti "Engarrafada" e senti vontade de escrever isso...

Link da musica no YOUTUBE

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Li, gostei e divido...

"...Se quer saber, nunca é tarde demais para ser quem você quiser ser.


Não há limite de tempo, comece quando você quiser. Você pode mudar, ou ficar como está... não há regras para esse tipo de coisa. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa; espero que encare de maneira positiva.

Espero que veja coisas que surpreendam você. Espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe.

E se você descobrir que não tem, espero que tenha a força para recomeçar novamente."


                                ( O curioso caso de Benjamim Button )

Quase o Nietzsche*


P.S.: Escutando 'Hero of Story' da Regina spektor. Outro dia coloco a tradução aqui procês.